PROJETO DE DOCUMENTAÇÃO DE LÍNGUAS E CULTURA INDÍGENAS

Museu do Índio
FUNAI
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O PROJETO DE DOCUMENTAÇÃO DE LÍNGUAS E CULTURAS INDÍGENAS BRASILEIRAS CONHEÇA AS LÍNGUAS INDÍGENAS NO BRASIL O QUE É DOCUMENTAÇÃO LINGUÍSTICA?

3. O que é documentação lingüística?

Introdução

Documentar uma língua significa registrar, de modo sistemático e amplo, exemplos de seu uso em contextos culturais apropriados, os mais variados, visando à constituição de um corpus digital anotado. Documentar significa criar acervos sustentáveis digitais que registram o uso da língua.
As atividades de quem documenta uma língua são: coleta de materiais e sua anotação sistemática; arquivamento.

Os métodos e procedimentos básicos são: gravações, digitalização, anotação (minimamente, transcrição e tradução) e arquivamento (preservação).

Os resultados imediatos são: um corpus de ocorrências de fala, com anotações metalingüísticas sobre o evento, o contexto, os participantes, o conteúdo, etc.

A documentação de uma língua produz, então, um corpus de dados primários, gravações em áudio e/ou vídeo de uma grande variedade de domínios e situações de uso.

Documentação e descrição de uma língua são campos de atuação que se complementam e se alimentam, apesar de serem diferentes em termos de:

  • atividades primárias
  • métodos e procedimentos
  • resultados imediatos

A Documentação contribui para vários campos do saber e da atuação de e em comunidades indígenas.
Em 2007 foram firmados os primeiros Acordos para transferência de tecnologia entre FUNAI, Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT) e o Instituto Max Planck de Psicolingüística (MPI, Programa DOBES).

A tecnologia para armazenar dados foi aperfeiçoada e está instalada, hoje, em servidores no Museu do Índio/FUNAI e no Museu Paraense Emílio Goeldi/MCT.

Existem muitos programas nacionais e internacionais voltados para a documentação de línguas do mundo.




VEJA TAMBÉM
  • » DOCUMENTAÇÃO LINGÜÍSTICA: POR QUE, PARA QUEM, COMO (pdf, 222 Kb) +++




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