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Retorno de Mídia

19 de abril de 1953: A Inauguração do Museu do Índio

19 de Abril de 2013

Boletim 48 ano 5 9

O marechal Candido Mariano da Silva Rondon reassumiu a presidência do Conselho Nacional de Proteção ao Índio, cargo do qual estava afastado por motivo de saúde, e no mesmo dia inaugurou com Darcy Ribeiro o Museu do Índio. O educador, romancista e antropólogo Darcy Ribeiro, foi implacável ao defender os motivos e argumentar as propostas de sua idealização: "o museu é o primeiro devotado não a mostrar bizarrices etnográficas, mas as altas contribuições culturais dos indígenas à nossa cultura, e sobretudo lutar contra o preconceito que apresenta os índios como atrasados, preguiçosos e desconfiados".

Inaugurado no dia 19 de abril de 1953, com objetivo de focalizar o universo econômico, social e simbólico das sociedades indígenas brasileiras, o Museu do Índio, órgão científico-cultural da Fundação Nacional do Índio(Funai), manteve sua sede na Rua Mata Machado, s/n, no bairro do Maracanã, Rio de Janeiro, por 25 anos, até ser transferido para a sede da Rua das Palmeiras, 55, em Botafogo, onde permanece desde então.

Darcy Ribeiro foi contratado para trabalhar na Seção de Estudos do Serviço de Proteção aos Índio (SPI) em 1947. Dedicou-se à cultura dos índios Kadiwéu e os Urubus-Kaapor, além de ter visitado aldeias dos Terena, Kaiwá e Ofaié-Xavante e de ter feito uma viagem de estudos ao Xingu. Em 1952, foi à Bolívia e ao Peru, onde fez observações sobre a cultura dos povos Quíchua e Aimará. Darcy escreveu romances de grande sucesso, como Maíra, e livros de ensaios, como Religião e Mitologia Kadiwéu, Línguas e Culturas Indígenas Brasileiras, O Processo Civilizatório, Os Índios e a Civilização.

O museu foi criado em um período em que os povos indígenas viviam momentos de grande aflição, com significativa redução populacional e a invasão de seus territórios. Por atuar na defesa dos direitos dos índios e combater o preconceito racial o museu foi premiado pela Unesco.

O trabalho realizado pelos irmãos Villas-Bôas no Museu do Índio resultou na criação do Parque Nacional do Xingu. O museu inicialmente funcionava em um prédio próximo ao Estádio do Maracanã. Em 1978, mudou-se para a Rua das Palmeiras, em Botafogo.

Demarcação das terras indígenas
Os documentos reunidos no museu pelos cientistas e etnólogos são usados para comprovação dos direitos indígenas nas questões de demarcação de terras e de reconhecimento étnico.

As peças que fazem parte do cotidiano pelos índios, que estão no museu, além de fotografias e filmes foram produzidos e coletados por importantes nomes da antropologia e da etnologia brasileira, como Rondon, Heinz Foerthmann, Eduardo Galvão, Darcy Ribeiro e Berta Ribeiro, entre outros. A Biblioteca Marechal Rondon é composta, em grande parte, pelo seu acervo particular.

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